quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Um ligeiro alívio...

Finalmente um “cheirinho” de chuva apareceu por aqui; é intermitente, de “rajadas”, mas já vale muito, e até evito saír a porta quando ela cai, para que não se perca em cima de mim uma única gota...

Já vai no terceiro dia que por cá nos vai favorecendo e até o ar se tornou mais respirável; se agora se mantiver, como em tempos foi de regra, tudo à nossa volta vai melhorar, dar mais ânimo às pessoas, com mais vida  para tudo e  para todos.

Na  verdade, já tenho saudades da umas nabicinhas a tornar o prato de bacalhau com batatas mais verde e apetecível, de uns grelinhos de couve-nabiça, de uma couve galega tenrinha cozida com entrecosto e feijão vermelho. Vamos ver o que isto dura...


Amândio G. Martins

Saber envelhecer é sapiência

Há três componentes fundamentais no conceito de qualidade de vida nas pessoas antigas: o
bem-estar financeiro, a saúde e o suporte na integração social. O idadismo em Portugal, nesta sociedade altamente competitiva, é desprezado grosseiramente. A idade representa maturidade e um saber de experiências acumuladas de vida que não podem, nem devem ser desbaratadas. Conta-me um camarada jornalista, que na Europa do norte, as pessoas antigas são convidadas a transmitir histórias e estórias das suas vidas, para os mais jovens nas escolas. Eis, na plenitude, como o saber compactado feito de vivências, constitui notável manancial para o conhecimento e crescimento geral das crianças.
A Constituição da República Portuguesa, consagra no seu artigo 72, a salvaguarda e o seu reconhecimento:’’ As pessoas idosas têm direito à segurança económica e a condições de habitação e convívio familiar e comunitário que respeitem a sua autonomia pessoal e evitem e superem o isolamento ou a marginalização social’’.
Aceitar a idade e saber envelhecer é sapiência e condição relevante para proporcionar
dignidade de vida, encarando-a com positividade, alegria e ocupação criadora.
Ser antigo, confere saberes que de outra forma não se alcança: Ser melhor ouvinte, mais receptivo na  interpretação face ao outro, mais calma e compreensão, mais capacidade de saber tornear dificuldades para criar atmosferas de boa aura com o outro.
A velhice não é um posto, mas também não é um trapo. Saibamos tirar partido de algumas
dezenas de anos. A jovialidade (independentemente da idade) e a felicidade dão trabalho - mas são altamente gratificantes. Então, Mãos à Obra!

                                                         Vítor Colaço Santos

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A 18 de Outubro de 1739 - António José da Silva, o Judeu, é queimado em auto-de-fé

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A 18 de Outubro de 1739, morre, em Lisboa, queimado num auto-de-fé levado a cabo pela inquisição, António José da Silva Coutinho, foi um escritor português e dramaturgo nascido no Rio de Janeiro Brasil, em 8 de Maio de 1705. Formado na Universidade de Coimbra, escreveu o conjunto da sua obra em Portugal, entre 1725 e 1739. Recebeu o epiteto de “O Judeu”. Embora fosse judeu, teve de se afirmar como Cristão-Novo, devido à perseguição que Portugal fazia, na época, a todas as pessoas de religião judaica. Duas das suas obras mais conhecidas Anfitrião, de 1736, e Guerras do Alecrim e Manjerona, de 1737, estivera, o ano passado, em cena no Teatro D. Maria II , em Lisboa.










De cabeça perdida


Por muita presença de espírito que qualquer governo tenha, é fácil perceber a desorientação, o andar a atender a interesses que não se controlam, o “empurrar com a barriga” a ver se passa. 
E isso é o que temos observado na situação grave que o país enfrenta, relativamente à criminalidade incendiária. 

Neste fenómeno dos fogos, que está longe de ser explicado, menos ainda de ser controlado, percebe-se a cabeça perdida deste governo ao tentar, também, apagar os “fogos” internos que se desenham decorrentes da pouca eficiência demonstrada.

E aqui sou obrigada a tirar o meu chapéu ao Presidente da República que muito assertivamente disse o que se impunha numa situação destas. 

Habituados à postura distante e pouco humanizada da Presidência anterior, é agradável ver a proximidade do actual PR: o ir aonde faz falta, o dizer no momento oportuno, o manter a harmonia até onde é possível para a boa gestão do país.  

São  atitudes novas e muito positivas a que não estávamos habituados...

Um país abandonado


Somos todos culpados dos erros da governação pela inércia, pelo “deixa andar”, a par com o palpite fácil sem consequências.


Fizeram-se ontem manifestações de rua porque aqui ao lado, na vizinha Galiza o povo também veio para a rua manifestar-se pelos 4 mortos nos incêndios. Ninguém se lembrou de manifestar-se pelos mortos de Pedrogão.

Temos uma participação cívica deficiente e as gerações do futuro não estão muito interessadas na intervenção politica, esquecendo que o nosso país não é a europa (com diversos níveis de desenvolvimento), mas apenas este pequeno retângulo chamado Portugal, que há que cuidar, para que melhor seja o futuro.

Depois do abandono a que foram votadas as populações do interior, a quem tiraram as infraestruturas necessárias a alguma qualidade de vida (centro de saúde, tribunais, etc.). ainda exigem uma comunidade proactiva. Esquecem que são na sua maioria pessoas envelhecidas, que enquanto jovens sempre zelaram pelo que era o seu património, mas agora não têm forças, nem voz, nem autoridade e a quem o poder sucessivamente ignora.

Na grande vaga da fuga para a capital de recursos e de pessoas que lá se enclausuram a dar as ordens ao resto do país é natural que passe despercebida a degradação do território e o isolamento em que as populações vivem.

E os da moral em alta, como é o caso da líder do CDS, também esquecem que enquanto Ministra que foi da Agricultura e Florestas, nada fez para colmatar a situação que agora explode da forma que se tem visto.

Depois também queremos acreditar que temos um governo autónomo, independente mas, na prática, o que temos são políticos ao serviço de um poder maior: o grande capital!

E nesta repetição de escândalos financeiros, é recorrente a ausência de consequências para banqueiros corruptos, para empresas que gerem o dinheiro dos nosso impostos, com a conivência dos sucessivos governos, em negócios como o SIRESP, em empresas alimentadas com o dinheiro que deveria ser para desenvolvimento (ordenação/limpeza do território nacional, por exemplo), e que se encontram blindadas ao acesso da investigação.

A Protecção Civil foi criada para calar, travar e monitorizar os bombeiros e em termos concretos não se criaram melhores resultados no combate aos fogos. Pelo contrário é nítido o mal estar latente entre as duas entidades. Com toda a clareza percebe-se que foram mais uns quantos lugares bem remunerados e entregues a quem não tem competência, nem formação adequada, como se viu recentemente.

Cria-se o monstro e depois este toma conta do criador!

Sobrevalorizam-se os intelectos sediados na capital, como se a inteligência fosse atributo dos senhores de Lisboa e esquecem que nos mais diversos locais existem pessoas que fariam toda a diferença nas soluções para os problemas: os presidentes de camara para exercerem o poder  que conquistaram têm que ir ao “beija-mão” a Lisboa, numa atitude subserviente, quando tem toda a legitimidade porque foram eleitos para resolver os problemas que se colocam nas suas regiões.

O simples presidente duma Junta de freguesia, figura na cauda do poder politico, se bem preparado e com caracteristicas além do “saber ler e escrever” poderia nesta situação de calamidade, prevenir muitas das situações que deflagraram.

Bastava para tal o conhecimento do terreno que obrigatoriamente devem ter, a formação e algum equipamento - uma simples máquina de limpeza de terrenos.

Como diz o povo grão a grão…  se cada Junta de freguesia tivesse o necessário para limpar a seu território, porque melhor que ninguém eles conhecem as fragilidades locais, a situação nacional estaria redondamente melhor.

Como prioridade limpar, substituindo-se a quem não limpa; depois apresentar a factura. Tenho a certeza que era melhor solução do que as multas e multinhas e os grandes estudos que os governos começam e nunca acabam.
Para quem não pode, não quer ou está longe é a forma mais vantajosa a ambas as partes e mais adequada para prevenir, salvar e gerar um orçamento próprio para as freguesias.

Mas isto são ideias minhas, porque o que se vê é cada vez mais a aposta em frota automóvel para a Protecção Civil porque aí sim dá uma aparência de maior modernidade…

HIPOCRISIA E OPORTUNISMO



A fogosa Assunção, de Crista levantada, com ajuda de Marcelo que mandou às malvas a isenção, já conseguiu a cabeça da ministra mas quer mais. Quer também a de Costa. Diz ela que está horrorizada com os efeitos dos pavorosos incêndios. Incêndios, cuja origem está nas políticas dos sucessivos governos do seu partido, do PSD e do PS. Mas agora, evidentemente, quem paga as favas é a ministra que foi forçada a demitir-se e o atual Executivo.
Cristas, vê na desgraça de Pedrogão reforçada agora com esta, a grande oportunidade de emergir como porta-voz e provável líder da direita. Marcelo, já lhe deu um empurrão. Esperemos que o povão não lhe também outro na próxima oportunidade.
Francisco Ramalho
Corroios, 18 de Outubro de 2017


Esta fotografia ...

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Esta fotografia encerra a trágica imagem do que é o interior ardido do nosso PORTUGAL.
E de quem é a culpa? De todos nós, que abandonamos o interior e fomos para os grandes centros urbanos.
E nos centros urbanos é que estão todos os manda-chuvas, que não sabem o que se passa no desertificado interior, nem tão-pouco todos aqueles que o abandonaram.
Não é com demissões e mudanças de governo que se resolve a questão dos incêndios.
Despolitizem e desparasitem a questão e rememos no mesmo sentido.
Só assim se resolverá esta tragédia nacional.
José Amaral

Marcelo , Presidente e ex-líder PSD

- O actual e beijoqueiro Presidente da República, vem num tom contundente, discursar em jeito de ultimato, intentando entalar a governação chefiada por António Costa. Ora Marcelo das selfis e dos afectos, que não dão pão, nem trabalho, nem conserto do destruído e do arrumo dos destroços em que se enterram os portugueses, não pode ter a memória curta, e fazer de conta que não tem passado. Ele também tem culpas no cartório e no vespeiro das chamas, e as mãos queimadas e a gola do casaco com cinza, devido aos fogos infernais e criminosos, que por toda a parte todo o país tem. Marcelo foi deputado e líder do Partido Social Democrata, que tiveram as rédeas do poder durante tempo suficiente para impor as medidas que agora vem reclamar a Costa, que sejam tomadas. Marcelo passou de canal em canal de têvê, a mandar bitaites atrás de bitaites, enquanto comentador de banalidades, e nunca se ouviu ele falar com firmeza e convicção, a reclamar o que agora vem exigir. Ele nunca viu a árvore e muito menos a floresta a apelar a intervenção para o seu ordenamento, enquanto foi responsável político com assento parlamentar. Marcelo pediu desculpas ao povo vítima dos maus tratos sofridos nos fogos assassinos, e devia ter dito que as pedia por ele e pelo tempo que esteve à frente de um partido que governou Portugal e nada fez para diminuir os riscos das tragédias vindas a lume, e melhorar as condições para as (re)dimensionar dentro do modo da normalidade, que a Natureza requer e a ela pertence. Marcelo presidente, não pode atirar para trás das costas e para o Costa, as culpas do que tem vindo a destruir os bens e as vidas das populações esmagadas entre o entulho fumegante, e de remédio adiado para a escuridão das resoluções sempre prometidas para amanhã, mas que só se sentem lá onde a esperança esmorecida ainda dói. Marcelo, Presidente, não tem as mãos limpas, e por isso as desculpas apresentadas, são as que ele tinha em dívida para com o povo português, pela sua inacção enquanto andou vestido de deputado e líder PSD, na Assembleia da República.

                                         
Depois da tragédia

Sobram as palavras, mas não é possível a ninguém ficar indiferente a tanta terra calcinada, tanta casa e equipamentos industrias destruídos, tantas vidas perdidas, mas tem-se pena, sobretudo, da pobreza mentral de quem, vivendo rodeado de matéria combustível, não mexe uma palha para se proteger.

Nasci e vivo numa pequena aldeia de montanha e tenho a perfeita noção de que somos nós os primeiros responsáveis pela nossa segurança; se aquela gente martirizada, os seus elementos mais activos, tivessem cumprido o seu dever, este tipo de tragédias não teriam lugar, pelo menos a esta escala, porque os incêndios nunca chegariam às habitações.

O que não faltam agora são papagaios a gritar que o Estado falhou e a pedir demissões, mas se a ministra se tivesse demitido da primeira vez que o propuseram, agora estariam a pedir a demissão do substituto; “o Estado falhou”, mas então o Estado não somos todos nós? Até parece que, nestes casos, o Estado se limita ao Governo em funções, como se pudesse dispor de poderes milagreiros...

Ouvi há dias, num momento de grande dor mas também de ponderação, um autarca confirmar que teve poucos bombeiros, porque não chegaram para acudir a todo o lado, mas mesmo que pudesse dispor de milhares deles não resolveria nada, tal a dimensão do monstro!

Àquele papagaio com sotaque brasileiro que, em Pedrógão, não se cansa de proferir tolices, ainda não vi ser-lhe feita uma pergunta bem simples: o que fez ela, que acções terá liderado para prevenir a tragédia, para alertar as autoridades locais e as populações da zona em nome da qual agora se evidencia...


Amândio G. Martins

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Quem é o inimigo número um de Portugal?

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As tragédias com os incêndios cada vez são mais horrendas. De ano para ano dantescos incêndios devoram Portugal, transformando-o numa tocha que tudo consome: pessoas, bens e arvoredo, tornando o ambiente irrespirável e o país cada vez mais pobre.
E todas as forças que tentam controlar e são responsáveis por suster estas catástrofes passam as culpas umas às outras, tendo em conta a inoperância que se tem verificado, a qual chega a raiar o crime.
No mesmo sentido, as forças políticas que estão na oposição hostilizam as congéneres que estão no poder. E todos os anos é assim, sempre para muito pior.
Se todos os anos assim sucede, perguntamos: a Proteção Civil nos moldes actuais tem razão de existir? Claro que não!
O seu papel deve ser desempenhado pelos três ramos das Forças Armadas, as quais têm o dever primeiro de proteger os civis do país que elas servem.
Resumindo: esta desgraça colectiva, anualmente anunciada e criminosamente acontecida, para ser extinta de uma vez por todas, deve ser despolitizada e tenazmente desparasitada.

José Amaral

O CULPADO FOI DEUS...



Sabem onde colhi essa imagem? Foi na estrada  Pegões-Setúbal. Num desvio. Mas, se já repararam, podia ser noutra qualquer deste nosso tão lindo país! Ao longo das bermas, são toneladas e toneladas de lixo, sobretudo plásticos, que, como se sabe, não se degradam. E não é só nas bermas das estradas! É em qualquer sítio onde passe “gente”. Como, por exemplo, nos leitos de valas ou ribeiros que depois quando chove a sério, vai tudo direitinho até ao mar onde já lá se encontram milhões de toneladas.
No dia 20/9/17, o Jornal de Notícias trazia uma chamada na primeira página que dizia assim: “Vizela. Descargas põem rio Ave vermelho em seis concelhos” e no interior mais meia página com uma reportagem sobre um gravíssimo acidente ambiental. Uma descarga de tintas no rio Vizela, afluente do Ave, de tal dimensão que poluiu os dois rios. O Ave, até ao Atlântico, passando por seis concelhos. E terminava o texto assim: “ Esta não é a primeira vez que o rio Vizela corre vermelho. Há dois meses, as suspeitas recaíram sobre uma fábrica têxtil a operar junto à marginal ribeirinha”.
Fiz depois uma breve pesquisa na Internet e vi que pelo menos os jornais Publico e Expresso também pegaram no assunto.
Para além dos leitores destes 3 jornais, alguém mais ouviu falar nisto? Um assunto desta gravidade, a poluição de dois rios, não deveria ter inquietado o país? Não deveria ter repercussão nacional? Claro que não teve! Repercussão nacional, teria/tem qualquer assunto relacionado com futebol ou com qualquer carinha laroca das telenovelas, da musica pimba, ou, vá lá, desgraças da dimensão como estas dos incêndios em que morrem dezenas de pessoas. E aí sim! A rapaziada aponta o dedo aos políticos em geral, mas depois vota sistematicamente nos mesmos que conduzem o país há décadas e até nalguns, comprovadamente corruptos.
Finalizo lembrando aquela anedota de quando Deus estava a fazer o mundo ( o nosso planeta). Para os que ainda não sabem. Nas regiões polares, um frio desgraçado. Junto ao Equador, um calor e humidade de se andar sempre a suar as estopinhas. E ainda desertos, íngremes montanhas, etc. E aqui no Mediterrâneo, mais concretamente neste retângulo, neste cantinho, da Ibéria e da Europa, pôs um clima maravilhoso, ( agora já não tanto por causa das alterações climáticas. Mesmo assim...) belíssimas praias, e uma paisagem lindíssima e variada. O S. Pedro que estava ali sentado ao seu lado, chamou a atenção para a injustiça que o Divino Mestre estava a cometer em relação às outras regiões concentrando tudo de bom aqui. Resposta de Deus: “tens razão S. Pedro! Mas vais ver a m… de povo que lá vou pôr.
Francisco Ramalho
Corroios, 17 de Outubro de 2017






Texto a 'talhe de lume' que escrevi em 2/9/2017

Nenhum texto alternativo automático disponível.

O GRUPO BILDERBERG

O Grupo Bilderberg integra uma série de políticos, banqueiros, empresários, patrões dos media que controlam a grande maioria dos governos do mundo. O seu objectivo é constituir um governo mundial onde os cidadãos perdem toda o direito de decisão, inclusivamente o próprio direito ao voto. Controle dos media, levar as pessoas a trabalhar e a não pensar contemplando imagens imbecis é outro dos fins a atingir. Dominar completamente o sector financeiro, cujos lucros ficam nas mãos dos membros do grupo, eis outra das consequências. Fomentar e financiar guerras, é outro dos sinistros objectivos desses execráveis chacais. Cabe-nos a nós tomar consciência de que estamos a ser alienados a cada momento. Cabe-nos a nós a revolta.

OS INCÊNDIOS E O NOSSO FUTURO

Incêndios, furacões, tsunamis, dilúvios. São as alterações climáticas. Até agora o homem tem posto o crescimento económico, o império da pilhagem, do dinheiro e da finança acima de tudo. A Mãe-Natureza revolta-se. Se nada se fizer, nos próximos 10, 20 anos a Terra será dominada pelo terror, pelo medo do inferno. A Humanidade está em perigo. De uma vez por todas, derrubemos os cães do capitalismo, os moedeiros, os mercadores. De uma vez por todas, se queremos ter futuro.
Galinheiros em S. Bento

A anunciada candidatura de Rui Rio à liderança do PPD prenuncia que será possível cumprir-se uma premonição de Pedro Abrunhosa, quando disse que ainda um dia voltaríamos a poder ver galinhas nos jardins do Palácio de S. Bento...

Este renomado artista portuense disse-o há anos numa entrevista, quando analisava o comportamento de Rio, como presidente da Câmara, no que à cultura dizia respeito, em que tratava os agentes culturais como uma corja de subsidiodependentes a quem votava o mais soberano desprezo.

Ora, como um líder daquele partido é potencial primeiro-ministro, se for mesmo o escolhido lá o teremos com a tralha toda na residência oficial do chefe do Governo, mais tarde ou mais cedo.

Pertencendo Rio àquela casta de homens a que Ortega Y Gasset chamava de sábios- ignorantes, o “susto” de virmos a ter um segundo Cavaco é bem real; explicava o famoso pensador espanhol que o risco do sábio-ignorante reside na possibilidade de ascender a altos cargos, de onde se arroga a decisões sobre asuntos para os quais não tem a menor qualificação, embora possa ser muito bom numa determinada área, em nome da qual se catapulta para lugares de onde pode fazer muito mal.

Amândio G. Martins