terça-feira, 26 de setembro de 2017

Lluita per la Llibertat




Lluita per la Llibertat

26 SET 2017 / 02:00 H.








    A Catalunya, desde há séculos que rejeita ser governada e subordinar-se aos do Palácio de Madrid e pelos da Casa dos Bourbon y Grécia nos dias de hoje, e dos governos “republicanos com história sangrenta”. A sua lluita pela Independência plena, vem do tempo em que Portugal também se quis ver livre da canga castelhana e fazer-se reconhecer um Reino autónomo, soberano e dono do seu destino. Por isso Portugal, pegou em armas, e libertou-se do jugo do invasor e ocupante do nosso território, e dos traidores que por cá se moviam. E se ontem ambos se empenharam em desfazer-se do Império Filipino, em que Portugal foi bem sucedido e largado à sua sorte como um pobre sem eira nem beira, hoje a luta dels catalans continua dentro e fora dos seus domínios, que quer ver-se livre do galego Mariano I, governante ao serviço dos castelhanos a par do inócuo Felipe VI. Apesar das prisões arbitrárias mandadas operar por Madrid, os catalães, que aspiram há longo, longo tempo, por uma Nação Independente, aonde possam viver e morrer no seu próprio solo, os catalães vão em frente em direcção ao Referendo e ao Voto per ser Lliure, no dia 1ºde Outubro, faça sol ou sangue. A ocupação da Catalunya terá um fim, pois ela faz-se à revelia e contra a vontade do seu povo e através da violência, e de uma Constituição e de Leis castelhanas, que não servem a absoluta Independência daquele país rico, mas adiado, e més que un país, es una civilitzacio important, com um património arquitectónico e cultura invejáveis. A solução está na história que foi interrompida, e quer de novo refazer-se e fazer-se ao caminho da autodeterminação total, e não na obediência a uma Constituição estranha, esgrimida pelo governo castelhano, que esperneia de medo pelos efeitos de tal acontecimento que a História reclama. Nós portugueses, aprendemos há muito que de Espanha, nem bons ventos nem bons casamentos. É tempo da Catalunya entrar em festa em Llibertat. No dia seguinte*, eu também quero “estar em festa pá, e ficar contente”, entre cravos a brilhar!

    *(hoje no DN.madª)
    *-⇯ (a 2outº fico mais velho. Desejo ter uma boa e forte razão para festejar este outono, com toda a parra no sítio!)

    Faça-se luz e um pouco de história

    Acerca da Catalunha querer emancipar-se definitivamente das garras de Espanha, é bom referir-se que tal desejo encontra ecos e laços profundos na Revolução de 1640, em que nos livramos de vez da corja filipina, que nos arruinou sob todos os aspectos: político, comercial, industrial, agrícola e social.
    Já nesse tempo a sublevação da Catalunha foi esmagada à ordem do conde-duque de Olivares, de seu nome Gaspar Filipe de Gusman, primeiro-ministro de Filipe IV de Espanha, que o mesmo tentou fazer ao bravo povo lusitano.
    Assim, ninguém pode calar o supremo desejo do povo catalão: a sua definitiva independência, que está por fazer com quatro séculos de atraso.

    José Amaral

    O PSD tem espaço?


    O ódio deve ser banido das relações humanas, como tão bem nos ensina (Hurra!, Fernando Gomes) alguém do mundo do futebol. Esforço-me por não odiar ninguém, nem sequer Passos Coelho, a quem devoto um sentimento mais ou menos difuso que, contudo, não esquece o mal que, julgo, fez ao País. Vê-lo varrido da montra de gurus do PSD, um partido que nos habituámos a ver como imprescindível à cena política nacional, dá-me algum prazer, apesar de considerar que o seu possível afastamento venha a prejudicar os imediatos interesses eleitorais da esquerda em geral. Há pouco tempo, Passos parecia inexpugnável na presidência do partido, mesmo em caso de derrota nas autárquicas, o que pode já não ser bem assim. Que Passos se evapore do espaço político, não me faz qualquer diferença. Que, na sua irresponsabilidade, volatilize também o PSD, é muito mais grave. Em termos “passistas”, o PSD não é social-democrata e, mesmo que o fosse, o Partido Socialista desempenha melhor esse papel, como já verificámos no século passado, com Sá Carneiro sem conseguir representação em estruturas internacionais. Se quer ser outra coisa, nas “quimeras” neoliberais, então já não pertence ao nosso espectro partidário habitual.  Gostaria de dizer que, hoje, o PSD faz falta. Mas… fará mesmo? O futuro o dirá!

    Honra a D. Manuel Martins

    Desapareceu fisicamente D. Manuel Martins, Bispo emérito, cuja última função apostólica, desempenhou-a na Diocese de Setúbal. Homem de agá maiúsculo, a sua pastoral também foi dedicada, significativamente às causas sociais e à defesa dos pobres e carenciados. Uma das vozes primeiras na denúncia da fome que grassou o distrito de Setúbal, por via dos operários desempregados e dos que trabalhavam e não recebiam(!). Por esta militante e constante defesa da justiça social foi apelidado de «bispo vermelho», por uma direita trauliteira e na prática conivente com os salários em atraso e que nunca lhe perdoou.
    D. Manuel Martins, Homem marcante nos objectivos da erradicação da pobreza foi relevante paladino na defesa dos despossuídos: ‘’ Não quero ser cão mudo, já que na minha Diocese há milhares de famílias com fome’’, disse à imprensa. Levantou a voz contra o poder mal usado: 
    ‘’ Perder o pão é perder a alegria de viver e a capacidade de sonhar!’’, disse. A sua grande referência de consciência social, recebeu-a do antigo Bispo do Porto, o iluminado D. António Ferreira Gomes.
    O já saudoso D. Manuel Martins teve uma linha de actuação, igual à do Papa Francisco. Notáveis.
    Quem deixa saudade, obra valiosa, solidariedade e Amor pelo próximo como ele, não morre no
    coração do Humanismo. Glória a D. Manuel Martins!

                                                  Vítor Colaço Santos

    A 26 de Setembro de 1897 - Nasce o Papa Paulo VI



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    A 26 de Setembro de 1897, nasce, Paulo VI,  em Concesio, Itália, Giovani Battista Enrico Antonio Maria Montini, que foi Sumo Pontifico da Igreja Católica Apostólica Romana e Soberano da Cidade do vaticano desde de 21 de Junho de 1963 até á data da sua morte. Concluiu o Concílio Vaticano II que tinha sido iniciado pelo Papa João XXIII, seu antecessor, tendo tido uma papel decisivo na colocação em prática das decisões ali consignadas.
    Formação, Pontifícia Academia Eclesiástica Pontifícia Universidade Gregoriana, Universidade de Roma “La Sapienza”.
    Morreu a 6 de Agosto de 1978, no Castel Gandolfo, Itália.

    segunda-feira, 25 de setembro de 2017

    Caudilhos canoros





    Nesta coisa do dizer,
    anunciando pensamentos que com a melhor das intenções,
    consideramos a primeira vez de serem ditos,
    e que por isso virá uma medalha de glória dos deuses
    - coisa unicamente sua,
    um visto dourado, que não caduca -
    podíamos espantar-nos,
    se com alguma humildade,
    refreássemos a vontade de anunciar ao mundo,
    as afinações de bardos que julgamos ser.

    Sintonias, distonias, os agudos para um lado,
    os gravíssimos para outro.
    Versitos tão lindos a rimarem na perfeição.
    Uma confusão que soa bem, nas ofuscações da vaidade.

    A honestidade límpida do silêncio.
    O diamante de sabedoria,
    não há nada a dizer, quando não temos nada a dizer,

    e não o vemos.

    O SARRABISCO DO BOM PATIFE



    O mundo está cheio de bons patifes.

    E não é preciso sair deste jardim à beira-mar plantado que se chama Portugal, para os encontrar. Vemos-los todos os dias até como génios comentadores.

    É que o bom patife ou mau patife, que para além de ser  um modo de dizer, também é um modo de se ser e de se estar na vida, na pele de qualquer bom patife.

    Eles estão por todo o lado. E é nos sítios cerimoniais, de pompa e circunstância, que mais facilmente são vistos e vistosos de colarinho branco ou de outra cor, mas todos bem engomados.
    Presentemente, alguns já se disfarçam e se apresentam mais desportivamente e até de mangas arregaçadas (como quem anda a trabalhar) de telemóvel sempre encostado à orelha, mesmo desligado.(!?)
    E agora é que é!
    É vê-los de todas as cores, pelas ruas, mercados e romarias, distribuindo propaganda. A cabeça, ou cabeças de lista, esses nunca o largam nem o desencostam da orelha. Por vezes trocam de orelha mas o telemóvel é o mesmo, enquanto vão falando com o telemóvel desligado.
    Fazem do povo parvinho!
    É um faz de conta que estão sempre em comunicação.
    Até ao dia um de Outubro e mais uns pozinhos à frente, não perca a oportunidade de se rir e se divertir desses que o querem enganar.
    Não deixe de estar atento e de observar esses faz de conta, de telemóvel desligado sempre colado à orelha dos candidatos e recandidatos e dos seus seguidores auxiliares.
    É por aí, nessas digressões de campanha, que se encontram muitos bons e maus patifes que surgem de quatro em quatro anos, a cumprimentar, a abraçar e a beijar só para a fotografia; os mais pobres, os mais carentes e os mais necessitados, como se fossem candidatos de “Calcutá”.
    Muitos, detendo poderes de intervenção e de decisão, junto da população que os pariu por eleições anteriores, tornaram-se bons patifes profissionais, recandidatos aos mesmos patamares ou superiores, onde se agarram com unhas e dentes, até que a morte nos livres deles.
    Bem aposentados e melhor remunerados, os bons patifes ou maus patifes, que também são democratas, somam à pensão, outros vencimentos, mordomias e outras negociatas bem rentáveis, graças à sua posição nos tais patamares superiores. (Se assim não fosse, não haveria corrupção!)
    E tudo isso em troca da sua assinatura a que dão o nome de rubrica, mas que não deixa de ser um sarrabisco que nem eles entendem.
    Contos de José Faria



    Se a justiça é cega

    Numa cidade do interior do país, uma criança de sete anos terá caído da varanda de um terceiro andar para a rua, tendo morte quase imediata.
    Entretanto, as autoridades policiais estão a inteirar-se do ocorrido, para saberem se estava sozinha em casa. Se sim, há que acusar de abandono por quem dela cuidava, para assim criminalizarem quem deixou o menino entregue à sua má sorte.
    Parece-nos que a ausência parental se deveu ao facto de estarem a trabalhar.
    Todavia, prestem bem a atenção: no fatídico caso havido num aldeamento da Praia da Luz, os pais que abandonaram os filhos de tenra idade, perdendo a filha mais velha, nunca foram incriminados por tão criminoso abandono.
    Se a Justiça é cega para julgar todos do mesmo modo, os homens que a gerem e a aplicam, muitíssimas das vezes, isso não o fazem.

    José Amaral

    Lançamento poético

    Nenhum texto alternativo automático disponível.

    Amigos, mais uma vez fui convidado a participar com um poema inédito para fazer parte da ANTOLOGIA DE POESIA CONTEMPORÂNEA de 2017- Entre o Sono e o Sonho.
    E assim aconteceu, 'Entre o Sono e o Sonho' a obra nasceu.
    JA

    domingo, 24 de setembro de 2017

    MORREU NÃO UM BISPO, MAS UM HOMEM DE UM GRANDE CARÁCTER, FRONTALIDADE E DEFENSOR DOS MAIS NECESSITADOS


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    No início da tarde de hoje dia 24 de Setembro, fui supreendido com a triste notícia da morte de D. Manuel da Silva Martins, que foi um Bispo católico português, 1.º bispo da Diocese de Setúbal, que governou entre 1975 a 1998, e,de que foi bispo emérito. Nasceu a 20 de Janeiro de 1927 em Leça do Balio e contava 90 anos de idade. Nesse período em que este à frente da Diocese de Setúbal, chegou a ser conhecido por “bispo vermelho”, e, que durante a gravíssima crise política que Portugal, atravessava nesse período, fez grandes denúncias, pelas graves situações de pobreza e de fome, que assolou aquela população. Morreu, não só um representante da igreja católica portuguesa, como um HOMEM, de um grande carácter e de uma enorme nobreza de bondade e acima de tudo de frontalidade..Morreu, nõa so o Bispo, como  desaparece do mundo dos vivos o defensor,, sem tábus e perconceitos, mas da palvara, verdade e bondade e od defensor dos mais necessitados. Para mim, desaparece uma Grnade figura, que sempre admirei e que ficará sempre no meu pensamento e coração.
    PAZ À SUA ALMA...

    MÁRIO DA SILVA JESUS 


    Tapete de sal e flores

    As linhas paralelas do tapete de sal e flores, acompanhadas pelas linhas da ciclovia, do parapeito do passeio e do horizonte no mar, na romaria/festa de Nossa Senhora da Ajuda, em Espinho.

    Os pecadilhos das campanhas eleitorais

    As campanhas eleitorais têm virtudes, improdutiva despesa pública e muitas promessas delirantes.
    As virtudes – se assim lhes possam chamar – são o desmascarar dos pôdres, que os políticos zurzem uns aos outros, descobrindo-se, assim, a carapuça, que cada um tem, quando, afinal, todos eles têm frágeis telhados de vidro, mas dizem-nos que é o custo da democracia, que temos de pagar e engolir em seco.
    Sobre a improdutiva despesa pública, muitas das vezes, é como dar ‘pérolas a porcos’, pois gasta-se desnecessariamente dinheiro com autêntica literatura de cordel e música pimba, com brindes de igual jaez de permeio.
    Acerca das muitas promessas delirantes, o caso não é menos grave, pois até parece que muitos políticos não viveram no país há dezenas de anos, para fazerem tais descabidas promessas, que nunca foram ou serão cumpridas, por inoperância, incompetência ou estupidez colectiva.
    Todavia, muitas dessas promessas são tão delirantes, que se assemelham como dar vista a quem é cego.

    nota: texto publicado pelo DESTAK de 26/9

    José Amaral


    FOGO DA ALEGRIA E DA DESGRAÇA



    O incêndio de grandes proporções continua devastador a lavrar toda a serrania, As labaredas, numa correria louca, seguem serra acima imparáveis nos braços de um vento assustador, e o negro e fumegante da terra queimada vai aumentando à sua passagem.
    Alimentando-se da vegetação rasteira, as labaredas trepam às copas de eucaliptos transformando-os em archotes gigantes.

    A poucos quilómetros deste inferno, a aldeia está em festa religiosa e profana em honra da santinha padroeira da terra e da gente.
    Duas bandas de música continuam a tocar e a percorrer festivamente as principais ruas da aldeia.
    O incêndio de grandes proporções continuava imparável a alimentar-se da serra enquanto no céu da população, um outro fogo, festivo, de 21 morteiros, estremece com as casas dos aldeões. Seguiram-se as badaladas do sino a chamar o povo para a Eucaristia.
    Os bombeiros, exaustos, continuavam na serra a combater um fogo enorme que não lhes dá tréguas. À cautela, muitos populares tentam impedir o avanço de chamas mais pequenas próximo das suas habitações. Outros, com mangueiras e baldes continuam a molhar as suas casas de cima a baixo, impedindo que as faúlhas voadoras e incandescentes lhes pegue fogo.
    Ouvem-se as sirenes dos carros dos bombeiros de um lado para o outro, aflitas. Vão e vem do monte em chamas. Mais água, mais uma dúzia de homens da paz em correria…

    Mais uma dúzia de foguetes rebenta no céu a lembrar a romaria à Senhora Santinha Padroeira.
    À noite, vai haver fogo-de-artifício… se o incêndio não chegar primeiro.
    José Faria


    A 24 de Setembro de 1834-Morte de D. Pedro, primeiro Imperador do Brasil e vigésimo oitavo rei de Portuga

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    A 24 de Setembro de 1834, morre, no Palácio Nacional de Queluz, Sintra, Dom Pedro (I & IV), de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim e Bragança e Bourbon, apelidado de “o Libertador” e “o Rei Soldado”, que viria a ser o primeiro Imperador do Brasil, como D. Pedro I de 1822 até sua abdicação em 1831, e também Rei de Portugal e Algarves, como Dom Pedro IV entre Março e Maio de 1826, e, ainda, o 28º Rei de Portugal, como D. Pedro IV.
    Nasceu a 12 de Outubro de 1798, no Palácio Nacional de Queluz, Sintra.


    sábado, 23 de setembro de 2017

    Referendo pelo Sim ou Não

    O governo central de Espanha, de forma musculada, luta para não haver Referendo na Catalunha, sobre o Sim ou Não à independência desta região. Com a justiça abordam a situação da pior forma. Não se pode tapar a boca a milhões de catalães que querem expressar nas urnas o seu dever de cidadania. Esta prática enviesada de democracia do poder central, engrossa a fileira dos simpatizantes do Referendo. A impetuosidade irreflectida de Madrid, aliada aos tribunais, é negativa para a Península Ibérica. A ONU e a UE, neste sensível assunto, primam pelo silêncio ensurdecedor, incompreensivelmente. Mariano Rajoy, chefe do governo, fez tudo para enfrentar os apoiantes do Referendo, não praticando diplomacia e diálogo. Ao invés, prendeu vários políticos catalães. Faltou fazer política, na procura de harmonia, compromisso e equilíbrio.
    A feitura do Referendo não é sinónimo de independência, veja-se o caso da Escócia que o fez e
    prevaleceu o Não, mantendo-se no Reino Unido. Então, qual o porquê de se estar repressivamente contra o Referendo? Constata-se que há um largo apoio do povo catalão ao seu Executivo, para que haja uma ampla consulta popular e democrática.
    A pulsão independentista catalã já vem de longe e abordar esta situação pela força, desafio e agressividade é má conselheira, desvinculando-se da democracia que Rajoy diz defender. Dêm voz ao povo, este ‘é soberano’, como dizem Mariano Rajoy e Cia… quando convém.

                 Vítor Colaço Santos