sexta-feira, 25 de outubro de 2013

À ESQUERDA, TUDO SE PERDOA!


A actuação da NSA dos EUA tem sido absolutamente miserável. Num mundo de evoluídas tecnologias de informação, não se pode desculpar por incompetência o terem espiado os telemóveis de vários líderes mundiais, de Dilma a Merkel. Eu bem sei que o combate ao terrorismo, de que os EUA têm sido uma das principais vítimas, designadamente no seu solo pátrio, exige medidas extraordinárias e que a segurança da maioria dos cidadãos deve prevalecer sobre alguns direitos de privacidade, como câmaras de vigilância e escutas telefónicas supervisionadas. Agora espiar telemóveis de líderes de países amigos, é coisa que constitui um acto de quase pré-guerra. É um acto miserável e hostil, não o consigo enquadrar de outra forma. Que Obama vigie os contactos de líderes de países assumidamente inimigos dos EUA, e que assumem querer combater e destruir os EUA, é uma coisa. Agora líderes de países amigos não tem perdão. Chegados aqui, resta reflectir um segundo só, no que teria acontecido se não fosse Obama o responsável, e tivesse sido George Bush. Já imaginaram? A Europa inteira, toda a "esquerda" europeia e Mundial teria caído em cima de Bush, o teria crucificado, e mesmo nos EUA não teriam descansado até conseguirem um "impeachment". Com Obama, porque é de esquerda (leia-se esquerda americana) não se passou quase nada. Uns pequenos protestos públicos dos próprios visados (era o que faltava, se não tivessem piado) e nada mais. É o que eu venho dizendo há muito, à esquerda tudo se perdoa, até crimes do código penal, aos da direita, à mais pequena coisa, caiem-lhe todos em cima. A comunicação social, os media em geral, cheios dessa gente de esquerda, ajudam muito, como é evidente. Até duvido que este pequeno desabafo possa ser um dia publicado.

(Esta carta foi publicada, na íntegra, na edição do "Público" de 27/10/13)

14 comentários:

  1. Os média, globalmente, ajudam à confusão.....estou aqui NÃO referir, nenhum em espcial. Nenhum. Até mais as televisoes, com horas de telejornais, montes de cometadores, e o resto.........

    Mas os jornais....basa lê-los...

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    1. Concordo totalmente. Aliás os media são responsáveis da trsite vida política portuguesa. A fraca qualidade dos jornalistas, que se chegam a comportar como prostitutos dos políticos com poder (estou a incluir mesmo os que não estão já no executivo, têm poder "de facto"), tem ajudado a que os eleitores apenas vejam o acessório, nunca o essencial.

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  2. Manuel Alentejano parabéns pela forma como toca neste assunto.Não o quero desanimar, mas não estou a ver o Público publicar esta opinião. Porquê? Porque o jornal Público só publica comentários de meia dúzia de autores que eu chamo de "Élite". UM abraço, e bom fim-de-semana.

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    1. Caro Mário, venho informar que hoje na sua edição, o jornal decidiu publicar a minha carta. Fiquei surpreendido, mas ainda bem. Eu sempre considerei este jornal como independente dos partidos, mas tenho ainda a impressão de que existem temas tabus. Um deles é sem dúvida a família Soares. Pai e filho. Não se lhes pode tocar. Todas as cartas que ao longo dos anos lhes enviei para publicação, nenhuma foi publicada. Ao contrário, críticas dos governos PSD-CDS, ou de figuras da direita, "passaram" sempre. Isto quererá dizer alguma coisa? Concordo com um certo elitismo. Repare que existem uns 5 ou 6 no máximo autores de "cartas" que aparecem sempre publicados. Penso que escrevem todos os dias. Eu só escrevo quando me apetece e/ou o tema da actualidade me compele a fazê-lo. Não o faço por método e muito menos por obrigação. Abraço e continuação de BFS.

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  3. Fico satisfeito por si, por finalmente terem publicado a sua opinião (aproveite e jogue no euromilhões). Conformou o que afirmei, existem uns 5 ou 6 "opinadores"que aparecem quase todos os dias a que eu chamei a "Élite" do Público. Mais uma fez bom fim-de-semana, e mantenha a mesma "pedalada"

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  4. A ver se civilizadamente este comentários, estes escritos, estes nossos desabafos, fazem alguma difrença positiva.

    Tenho dúvidas, dado que acho estar a viver fora de tempo.....e ser eu que estou mal, e não os outros.

    Abraços

    Augusto

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  5. À que relativizar as coisa, venham elas da direita ou da esquerda, e por isso li com muito agrado o artigo, no domingo, de Teresa de Sousa sobre este caso de espiões. A pergunta que fica é porquê só agora? Foi o Snowden que deu a notícia ao Putin e depois...por aí fora?

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  6. À que relativizar as coisa, venham elas da direita ou da esquerda, e por isso li com muito agrado o artigo, no domingo, de Teresa de Sousa sobre este caso de espiões. A pergunta que fica é porquê só agora? Foi o Snowden que deu a notícia ao Putin e depois...por aí fora?

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  7. À que relativizar as coisa, venham elas da direita ou da esquerda, e por isso li com muito agrado o artigo, no domingo, de Teresa de Sousa sobre este caso de espiões. A pergunta que fica é porquê só agora? Foi o Snowden que deu a notícia ao Putin e depois...por aí fora?

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  8. À que relativizar as coisa, venham elas da direita ou da esquerda, e por isso li com muito agrado o artigo, no domingo, de Teresa de Sousa sobre este caso de espiões. A pergunta que fica é porquê só agora? Foi o Snowden que deu a notícia ao Putin e depois...por aí fora?

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  9. Criar alguma hipoteses de consensos com bom senso, e paa nos favorecer a todos como Populaçao é o essencial. Tudo o resto é folclore.

    augusto

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  10. Infelizmente, e daí o meu pessimismo, TODOS os sinais vindos nuns casos do PS e noutros do PSD, são de não conseguirem dialogar e acordar um conjunto de regras básicas para unir o País nas suas relações com os credores e também sobre a reforma do Estado...

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