terça-feira, 9 de dezembro de 2014

DN 08.12.2014


 
O que nos disse o Papa Francisco no Parlamento Europeu

 

O Papa Francisco foi ao Parlamento Europeu e fez um discurso que muitos políticos não sabem fazer, não têm hoje, capacidade, infelizmente para fazer. Claro que o Papa Francisco não é um político, mas à falta destes, capazes e com qualidade, temos que ouvir o Papa.

E, como não crente, admiro o Papa Francisco como Pessoa, só, e como tal ouço-o.

Alguns “trechos” do que disse, e que por certo a todos – crentes e não crentes - que ainda consigamos pensar, pelas nossas cabeças, nos diz algo: “Comunidades e pessoas estão a ser objecto de bárbaras violências: expulsas de suas casas e pátrias; vendidas como escravas; mortas, decapitadas, crucificadas e queimadas vivas, sob o silêncio vergonhoso e cúmplice de muitos.

Manter viva a realidade das democracias é um desafio deste momento histórico, evitando que a sua força real – força política expressiva dos povos – seja removida face à pressão de interesses multinacionais não universais, que as enfraquecem e transformam em sistemas uniformizadores de poder financeiro ao serviço de impérios desconhecidos. Este é um desafio que hoje vos coloca a história.

Promover a dignidade da pessoa significa reconhecer que ela possui direitos inalienáveis, de que não pode ser privada por arbítrio de ninguém e, muito menos, para benefício de interesses económicos.

Afirmar a dignidade da pessoa significa reconhecer a preciosidade da vida humana, que nos é dada gratuitamente não podendo, por conseguinte, ser objecto de troca ou de comércio.

A educação não se pode limitar a fornecer um conjunto de conhecimentos técnicos, mas deve favorecer o processo mais complexo do crescimento da pessoa humana na sua totalidade.”

Está chegado o momento da União Europeia tomar algum rumo, num mundo global. Está chegado o tempo do dinheiro e o poder - de alguns, poucos - terem o valor que de facto têm “que ter”, mas não podendo sobrepor-se - como está a acontecer - a tudo e a todos, a toda a força anulando a Pessoa, a sua dignidade, o direito a estar vivo com alguma qualidade de vida.

Convém reler a História e ter Memória, dado que não no tempo mas tudo se repete, dado que tudo são círculos e a vida progredi e evolui mas as Pessoas são feitas do mesmo e o pensamento mais apurado leva sempre ao mesmo sítio, que pode ser útil e bom ou exactamete o inverso, como está uma vez mais a acontecer! Tudo muito mal.

Augusto Küttner de Magalhães

 

1 comentário:

  1. Assim seja, mas como temos a memória curta, eu também não sei se sei aonde tudo irá dar.

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