quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A Florence Nightingale

Com desvelo foi criada
Menina muito mimada
Para encantar nos salões
Dezasseis anos apenas
Mostraram-lhe vidas plenas
De outros grandes corações.

Escolheu ser enfermeira
Numa decisão primeira
A seus pais desagradando
Não era esse o destino
Que naquele meio “fino”
Eles andavam sonhando…

Voluntária numa guerra
Bem longe da sua terra
Com baixas arrepiantes
Longe do que antes era
Acabou com a quimera
De muitos seus semelhantes

Sangue e lama na trincheira
E a jovem enfermeira
Num inverno pavoroso
Viu-se de tudo carente
Comando indiferente
Sofrimento afrontoso!

E por fim mais confortados
Os parentes mais chegados
Dos soldados que voltavam
Eternamente tão gratos
Com poemas e abraços
O coração lhe tocavam.

Inapagável candeia
Nightingale na Crimeia
Henry Dunant em Solferino
“Humanizaram” a guerra
Grande vergonha da Terra
Que não quer esse destino!

Amândio G. Martins


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