sexta-feira, 11 de agosto de 2017

AMEAÇAS APOCALÍPTICAS



Se assistirmos impávidos e serenos, se o mundo assistir impávido e sereno,amanhã poderá ser tarde para se evitar a maior tragédia da história da humanidade. O holocausto nuclear.
Existem no mundo cerca de 15 mil armas nucleares. Até hoje, ainda só foram utilizadas duas com fins ofensivos que causaram, de imediato, 140.000 mortos e muitos mais posteriormente. As bombas atuais têm ainda muito mais potência e, logicamente, muito maior poder destrutivo. Das 15 mil existentes, 60% pertencem ao único país que já as usou, os EUA. O país que admite voltar a usá-las em primeiro lugar. O país que pretende construir os chamados escudos anti-mísseis que se destinam a destruir os mísseis equipados com ogivas nucleares antes deles, obviamente, atingirem os objetivos. Os EUA e/ou os seus aliados , como por exemplo, a Coreia do Sul, onde projetam construir um, ficariam protegidos e os seus adversários inofensivos e vulneráveis.
A Coreia do Norte, nunca invadiu os EUA. O inverso é que sim(Guerra da Coreia) e o resultado foram milhões de mortos norte-coreanos. Milhares de soldados americanos e respetivo armamento, incluindo nuclear, permanecem em bases na Coreia do Sul. Os EUA e os seus aliados da região, fazem frequentemente manobras militares junto das fronteiras da Coreia do Norte. Este país faz testes balísticos e nem sequer deveria possuir armas nucleares . Só ele? E quem é que ameaça quem?
A Coreia do Norte, possui um regime político aberrante? Então e são os EUA que têm o direito e a moral para o derrubar e substituir como fizeram, por exemplo, no Iraque, na Líbia e tentam ou tentaram fazer na Síria?
O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) não é visto nem achado, é silenciado nestes assuntos de crucial importância, apenas se ouvem os capatazes do mundo e seus seguidores.
Hitler e Goebbels prepararam o povo alemão para fazerem o que fizeram…
Francisco Ramalho
Corroios, 11 de Agosto de 2017


4 comentários:

  1. Parafraseando o senhor Francisco Ramalho, quando diz que as coisas não são só a preto e branco, vejamos o que diz a História:
    A 25 de junho de 1950, os "exércitos populares" da Coreia do Norte invadiram o Coreia do Sul.
    Na conferência de Teerão, em 1943, ficou decidido que a Coreia, antigo teritório chinês anexado pelo Japão, readquiria a sua independência. Mas como não foi estabelecido acordo sobre realização de eleições livres, constituiram-se dois Estados: a Norte do paralelo 38, a parte de direcção comunista; a Sul, uma república conservadora.
    Uma comissão da ONU verificou que o ataque de 25 de Junho constituía uma agressão premeditada e o Conselho de Segurança encarregou-se da questão.
    Vários contingentes da Europa Ocidental corresponderam ao apelo da ONU, mas foram os Estados Unidos que dirigiram e financiaram as operações, que fizeram os invasores recuar...

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  2. Publiquei também este texto na minha página do F book. E lá, escreveram um comentário, o Sr. Fernando Soares, com uma versão diferente da do amigo Amândio (como suponho que poderá ler). seja como for, agradeço-lhe também a sua.Infelizmente, nenhuma delas altera a minha, e creio que a sua, grande preocupação.

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  3. Ó senhor Ramalho, eu só escrevi o que a História registou; e acerca disso não pode haver muitas versões.
    Também regista que querendo o general MacArthur prosseguir a luta até à aniquilação total do regime comunista coreano, o presidente Truman lhe retirou o comando, por não querer começar mais um guerra mundial, pouco tempo depois de ter terminado a segunda...

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