quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Aventuras domésticas

Foi uma semana “alucinante”, a última; mas uma equipa empenhadíssima, avisada de que, mais dia, menos dia, viria por aí água a potes -  e tão desejada que ela era – conseguiu desmantelar o telhado velho da minha casa, com cerca de quarenta anos e muito mau aspecto, e colocar uma cobertura nova antes que tudo ficasse alagado.
E agora que finalmente choveu, embora sem a braveza de outros sítios, já só faltam uns remates nos beirais e nas chaminés, coisa de pouca monta; dar caminho certo à tralha retirada ficou por minha conta, que para isso não tenho muita pressa e pode chover à vontade…
Por curiosidade e porque o pessoal que aqui andou me disse que ajudou muito, vou referir um “fortificante” especial inesperado que lhes proporcionei. Tenho na área do portão principal um parreiral de videiras “americanas”, há muitos anos ali plantado com o fim de termos aquele espaço fresco nos dias de canícula; como este ano produziu uma carga de uvas tão descomunal que a ramada desceu ao nível da cabeça das pessoas, para se poder passar com os materiais tive de vindimar à pressa…
Resultou daí que havia vinho “morangueiro” novo e doce, servido fresquinho, em malgas, à tripa-forra, porque ainda não tinha qualquer teor alcoólico; e nem o principal receio da rapazeada, que era ficarem de “esguicho” com aquela charopada, se concretizou, apesar de terem bebido pela medida grande, tal o calor sentido em cima da casa. Isto dito, para concluír que tudo fica bem quando acaba bem!


Amândio G. Martins

1 comentário:

  1. Ele há cada coisa... Abri este espaço para ver quem tinha sido o último e a que horas; vi o texto de ontem do senhor Luís Robalo e avancei. E não é que no mesmo instante entra também A. Pedro Ribeiro!

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