quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Homens pequeninos


Enquanto primeiro-ministro, em conjuntura expansionista, afivelou uma máscara de seriedade que lhe colou bem, e nem as acções do BPN lhe fizeram mossa. Eleito Presidente da República quase sem contestação, acabou por deixar sinais de que lhe interessou mais o "penacho" do que o bem do país. Cavaco Silva teve tudo para ser grande, mas fez o seu próprio downsizing sem precisar de ir ao Festival de Veneza. Inexplicavelmente, preferiu a pequenez dos mesquinhos, incapaz de se libertar da invejazinha perante o sucesso dos que provam, não por palavras, mas com a realidade, que ele estava errado. Para quem “nunca se engana”, já se lhe contam erros a mais. Sempre à procura, nos outros, das culpas da sua existência frustrada, lamentando que não lhe mostremos gratidão e reconhecimento pela própria grandeza que, parece-me, só existiu na sua cabeça. São assim os homens pequeninos, coitadinhos, que não conseguem libertar-se do fascínio de apontar o dedo aos outros nem alijar a sanha acusatória. E sempre ressabiados.

Público - 04.09.2017

6 comentários:

  1. De facto, este génio da banalidade, como acertadamente um dia lhe chamou o grande josé Saramago, foi a maior desgraça que a Democracia nos proporcionou. Tendo chegado ao Poder em tempo de "vacas gordas", com a "papinha" toda preparada pelo antecessor, ele e a corja de malfeitores de que foi inspirador deu sumiço a biliões de contos que da então CEE entraram no país a rodos. Na verdade, ele e o seu "cavaquismo" não foram mais que uma seita de malfeitores que só fez mal a Portugal!

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  2. Enfim, a múmia apareceu em público e disse o mesmo: bacoradas banais ao seu estilo.

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  3. O grande problema, a grande sementeira, é que, este quase mentecapto, esteve nos mais altos cargos da nação por mais de 20 anos, e o pessoal, na maioria, batia-lhe palmas e não reparava que ele era um medíocre. Pouco adianta, agora, pôr-lhe rótulos, porque o mal está feito e parece não ter remédio.

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    1. Tem razão, o "mal" está feito. Mas há que prevenir com vista ao futuro. Por isso é que acho que é preciso denunciá-"los", para bem de todos nós. Esse será o "remédio" possível.

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    2. Nós denunciamos, ou levantamos a lebre, só que ninguém liga, porque a maioria do pessoal não está para correr.

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  4. Evidentemente que subscrevo os pertinentes comentários dos 4 companheiros e acrescentaria que o grande problema é que "a maioria do pessoal" nunca se apercebeu que era uma "lebre".Efectivamente, o "remédio possível", é denunciarmos as lebres, se possível, logo assim que elas levantem.

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