quarta-feira, 16 de agosto de 2017

MARX E NIETZSCHE

Já Karl Marx afirmava que na actividade real de qualquer ser humano há sempre uma certa dose de passividade, maior ou menor, que diminui com o ânimo ou com o grau de consciência mas que nunca desaparece totalmente. Não se pode falar em proletariado como se falava nos séculos XIX e XX. Contudo, é muito frequente ouvir expressões conformistas como "tem que ser" ou "é a vida!". Isto significa que essas pessoas das classes menos favorecidas e da pequena burguesia já interiorizaram de tal forma o capitalismo que o vêm como uma fatalidade e até o defendem. No fundo, essas pessoas vivem completamente alienadas e amputadas.
Nesse aspecto, Marx e Nietzsche até coincidem ao defenderem a superação do homem, o homem total. Marx, mais ao nível colectivo, Nietzsche, mais ao nível individual. Marx vê o comunismo "como a apropriação real da essência humana pelo homem e para o homem, (...) como regresso do homem a si próprio na sua qualidade de homem social, (...) como o verdadeiro fim da querela do homem com a natureza e entre o homem e o homem, como fim da querela entre a existência e a essência, entre a objectivação e a afirmação de nós próprios, entre a liberdade e a necessidade, entre o indivíduo e a espécie". Nietzsche vê a vida como um experimento permanente, como busca do Super-Homem, daquele que cria, do portador da liberdade absoluta.

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