quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Os diferentes rostos da loucura

No mundo em que vivemos  a vida vale pouco e dependente das leis de alguns países ainda vale menos; 
A criminalidade banaliza-se no mundo, e até neste nosso país à beira-mar “espantado”  a lei é cada vez menos inibidora.
Caricato é que a fasquia da protecção dos animais sobe e a dos seres humanos desce.

E depois para uns quantos criminosos com graves perversões e desequilíbrios, fruto de lavagens cerebrais por que passam desde tenra idade, a vida humana não merece mesmo qualquer respeito.
A estes, insistem em chamar terroristas; para mim são apenas seres dementes obcecados pelo ódio e pela intolerância.

Chamar-lhes terroristas é atribuir-lhes uma causa e desde logo uma dignidade que não tem.

Porque lutar por uma causa que se considera justa é no mínimo garantir o respeito por alguns valores éticos e morais, nomeadamente desenvolver a luta/actuação contra os opositores/culpados e nunca sobre pessoas que não são directamente responsáveis pelo que se crê ser o problema.

Mas para os mentores destes actos criminosos não há regras; Há tão somente a selvajaria a todos os níveis. Eles são conscientes de que não há horror maior do que não saber onde e como pode acontecer.

Afinal esta gente que quer submeter o mundo à sua fé ficou parada no tempo da barbárie, não respeitando nem as mulheres e crianças do seu próprio povo, que  são na sua perspectiva seres menores e podem ser usados como verdadeiros objectos na sua sede de vingança.

Observa-se, entretanto nos últimos tempos, neste fenómeno de criminalidade cobarde que o Daesh vem implementando, uma atitude recorrente: 
- agora os autores já não se explodem nos atentados: fogem e escondem-se, tentando escapar. 
Porque será? 
Será que começam a duvidar das virgens prometidas?

Será que a lavagem cerebral está a perder terreno – será que uma outra lavagem cerebral em sentido contrário especialmente sobre os muito jovens inseridos nos países europeus, onde os ataques tem decorrido e que estão no processo de domesticação, com vista a mais atentados, não surtiria efeito dissuasor?

Afinal, se todo o processo passa pela manipulação psicológica sobre estes autores, porque não utilizar a psicologia para tentar esvaziar essas lutas sem causas.

Aí, a comunicação social teria um papel fundamental: ao invés de pormenorizar os atentados que funcionam como relatórios de sucesso para o Daesh, desmistifiquem todas as crenças massivamente, como uma espécie de guerra fria psicológica. 

Talvez que aos jovens que nascem para matar, chegue aos poucos outra informação e possam decidir pela sua própria cabeça...

...e talvez que o Daesh fique sem acesso a tantos idiotas à procura de uma causa...

 

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