terça-feira, 15 de agosto de 2017

Petição pública

Tenho evitado dar opinião acerca deste tema, até para não ser visto com a pretensão de condicionar a decisão de outros;  mas já que a questão continua viva, não me vou abster mais de dizer que tal petição me parece ter todos os ingredientes para resultar no efeito contrário ao pretendido.
De facto, colocando-me na posição de um director de jornal, não me vejo apreciar por aí além este tipo de pressão. E como já vai longe o tempo em que seriam meia-dúzia os “maduros” que escreviam cartas para jornais, não é difícil imaginar, com as facilidades de comunicação de hoje, o volume de material que lá chega, muito dele autêntico lixo.
E isso implica trabalho para as redacções na selecção e edição dos textos, coisa que muitos nem quererão saber, protestando até com insultos se não vêem a sua “obra” publicada, como se os jornais tivessem alguma obrigação disso…
Penso que o caminho mais adequado será preocuparmo-nos mais com aquilo que escrevemos: o interesse e actualidade do assunto, o tamanho do texto, em síntese, a forma e o fundo – como um trabalho de Marisa Torres em tempos circulado esclarece -  para que os jornais também vejam interesse em publicar.
É que já vi neste mesmo espaço escritos de meter dó, cujo autor anuncia ter sido publicado aqui ou ali; comparado o original com o que efectivamente se vê publicado – apenas algumas linhas – fica-se com pena de quem na redacção teve a tarefa de tirar daquilo alguma coisa inteligível…


Amândio G. Martins

1 comentário:

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