quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Portugal a ferro e fogo

Os gentios deste dito sossegado e acomodado país – onde o turismo está na crista da onda e no cu das galinhas de ovos de ouro –, que vivem essencialmente no desertificado interior e que persistem nele viver, são obrigados a assistir à guerra sazonal dos incêndios, os quais, cada ano que passa, são mais.
Assim continuando, das duas uma, ou Portugal abandona de vez a posse de tais terras do demo, cingindo-se ao território traçado por uma linha imaginária que vai de norte a sul do litoral até à A1, ou, então terá de alugar mais terrenos de denso matagal, a fim de manter a sazonal indústria de terra queimada, até à extinção final de uma sociedade que vive sem saber bem o que fazer, para se manter dentro das mais elementares normas de racionalidade.

José Amaral

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