sábado, 26 de agosto de 2017

Umas bestas!

Tive dois filhos e, por eles e pela mãe, fui muitas vezes à praia, que detesto, e almoçar a restaurantes ao fim-de-semana, que também não “curto”, neste caso porque a minha actividade profissional me obrigava a fazer a maior parte das refeições fora de casa.
E nunca aceitei o “à vontade” com que muitos pais permitem e desculpam as “alarvidades” das suas crias, usando expressões como “são crianças”, quando algum reparo lhes é feito; é verdade que são crianças, mas os pais já não têm desculpa para se comportarem como tal!
Acompanhei pelo jornal aquele caso da miúda do Porto que ficou gravemente mutilada num restaurante, porque aqueles pais de merda a deixaram solta, correndo por entre as mesas, incomodando todo o mundo e entrando numa zona interdita, de que resultou ter chocado com uma empregada que transportava uma panela com líquido escaldante, ficando as duas queimadas.
E aqueles pais irresponsáveis ainda processaram o restaurante, que foi condenado a pagar uma indemnização absurda; e a criança, hoje adolescente, ainda sofre as sequelas do comportamento “criminoso” de quem a pariu para o mundo.
Isentar aquela subespécie de pais, como fez o juíz que condenou o restaurante, causou-me estupefacção, porque conheci muitos casos que só não deram tragédia por acaso, sem que os restaurantes tivessem forma de se defender, a menos que afixassem à porta “proibida a entrada a crianças”!
De facto, que espécie de gente é esta que se arroga o direito de soltar os filhos numa sala de refeições pública, correndo por entre as mesas e abanando-as, entornando comida para cima das pessoas, chocando com empregados que transportam travessas de comida quente, e não têm outra coisa a dizer que não seja “são crianças”?!
Foi a “opinião” da jornalista do JN, Margarida Fonseca, com o título “Soltos”, na página “Praça da Liberdade” de hoje, 26 de agosto, que me espoletou o texto acima. Transcrevo do seu escrito: “O restaurante estava cheio, os empregados, numa roda-viva, traziam perigos pelos braços.  Perigos para quem está fora do alcance dos seus olhos. Da cozinha vinham sopas, tachos, xícaras”.


Amândio G. Martins

1 comentário:

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