segunda-feira, 28 de agosto de 2017

We shall overcome

Era a palavra de ordem para uma marcha cívica até Washington “pelo emprego e pela liberdade” agendada para 28 de agosto de 1963. Nesse dia, um homem negro, entroncado, de bigode fino, olhava o sol da manhã. Era um pastor da Geórgia e o seu nome era o último da lista de oradores- Martin Luther King.
Cerca de 90 mil pessoas aglomeravam-se diante do Lincoln Memorial. Chegou a vez dele falar e, compassadamente, disse à multidão que por todos os Estados Unidos o ouvia:
“Eu tenho um sonho: que um dia, nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos dos escravos e os dos velhos senhores se possam sentar juntos à mesa da fraternidade; que um dia os meus quatro filhos vivam num país onde não sejam julgados pela cor da sua pele, mas pelo seu carácter.
Quando deixarmos que a liberdade ecoe em cada cidadezinha e em cada cabana, em todos os Estados e em todas as cidades, poderemos apressar a chegada do dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar juntos as palavras do velho espiritual negro “Livres finalmente”! Graças a Deus Todo-Poderoso, estamos livres finalmente!
A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça para a justiça em todos os lugares. Estamos presos numa rede de reciprocidade, da qual não se pode escapar, ligados por um mesmo e único destino.
Dizem que alguns de nós são agitadores… Eu estou aqui porque amo os brancos. Enquanto os negros não forem livres, os brancos também não são livres. Eu amo o meu país.
Pode ser verdade que é impossível decretar a integração por meio da lei, mas pode-se decretar a não-segregação; pode ser verdade que é impossível legislar sobre a moral, mas o comportamento pode ser regulamentado; pode ser verdade que a lei não é capaz de fazer com que uma pessoa me ame, mas pode impedí-la de me linchar”!

Nota - Deve-se ao apontamento da Drª Graça a transcrição que faço de partes do célebre discurso daqele grande líder negro; isto por ser demasiado extenso para “comentário”…

Amândio G. Martins


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