terça-feira, 26 de setembro de 2017

O PSD tem espaço?


O ódio deve ser banido das relações humanas, como tão bem nos ensina (Hurra!, Fernando Gomes) alguém do mundo do futebol. Esforço-me por não odiar ninguém, nem sequer Passos Coelho, a quem devoto um sentimento mais ou menos difuso que, contudo, não esquece o mal que, julgo, fez ao País. Vê-lo varrido da montra de gurus do PSD, um partido que nos habituámos a ver como imprescindível à cena política nacional, dá-me algum prazer, apesar de considerar que o seu possível afastamento venha a prejudicar os imediatos interesses eleitorais da esquerda em geral. Há pouco tempo, Passos parecia inexpugnável na presidência do partido, mesmo em caso de derrota nas autárquicas, o que pode já não ser bem assim. Que Passos se evapore do espaço político, não me faz qualquer diferença. Que, na sua irresponsabilidade, volatilize também o PSD, é muito mais grave. Em termos “passistas”, o PSD não é social-democrata e, mesmo que o fosse, o Partido Socialista desempenha melhor esse papel, como já verificámos no século passado, com Sá Carneiro sem conseguir representação em estruturas internacionais. Se quer ser outra coisa, nas “quimeras” neoliberais, então já não pertence ao nosso espectro partidário habitual.  Gostaria de dizer que, hoje, o PSD faz falta. Mas… fará mesmo? O futuro o dirá!

Honra a D. Manuel Martins

Desapareceu fisicamente D. Manuel Martins, Bispo emérito, cuja última função apostólica, desempenhou-a na Diocese de Setúbal. Homem de agá maiúsculo, a sua pastoral também foi dedicada, significativamente às causas sociais e à defesa dos pobres e carenciados. Uma das vozes primeiras na denúncia da fome que grassou o distrito de Setúbal, por via dos operários desempregados e dos que trabalhavam e não recebiam(!). Por esta militante e constante defesa da justiça social foi apelidado de «bispo vermelho», por uma direita trauliteira e na prática conivente com os salários em atraso e que nunca lhe perdoou.
D. Manuel Martins, Homem marcante nos objectivos da erradicação da pobreza foi relevante paladino na defesa dos despossuídos: ‘’ Não quero ser cão mudo, já que na minha Diocese há milhares de famílias com fome’’, disse à imprensa. Levantou a voz contra o poder mal usado: 
‘’ Perder o pão é perder a alegria de viver e a capacidade de sonhar!’’, disse. A sua grande referência de consciência social, recebeu-a do antigo Bispo do Porto, o iluminado D. António Ferreira Gomes.
O já saudoso D. Manuel Martins teve uma linha de actuação, igual à do Papa Francisco. Notáveis.
Quem deixa saudade, obra valiosa, solidariedade e Amor pelo próximo como ele, não morre no
coração do Humanismo. Glória a D. Manuel Martins!

                                              Vítor Colaço Santos

A 26 de Setembro de 1897 - Nasce o Papa Paulo VI



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A 26 de Setembro de 1897, nasce, Paulo VI,  em Concesio, Itália, Giovani Battista Enrico Antonio Maria Montini, que foi Sumo Pontifico da Igreja Católica Apostólica Romana e Soberano da Cidade do vaticano desde de 21 de Junho de 1963 até á data da sua morte. Concluiu o Concílio Vaticano II que tinha sido iniciado pelo Papa João XXIII, seu antecessor, tendo tido uma papel decisivo na colocação em prática das decisões ali consignadas.
Formação, Pontifícia Academia Eclesiástica Pontifícia Universidade Gregoriana, Universidade de Roma “La Sapienza”.
Morreu a 6 de Agosto de 1978, no Castel Gandolfo, Itália.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Caudilhos canoros





Nesta coisa do dizer,
anunciando pensamentos que com a melhor das intenções,
consideramos a primeira vez de serem ditos,
e que por isso virá uma medalha de glória dos deuses
- coisa unicamente sua,
um visto dourado, que não caduca -
podíamos espantar-nos,
se com alguma humildade,
refreássemos a vontade de anunciar ao mundo,
as afinações de bardos que julgamos ser.

Sintonias, distonias, os agudos para um lado,
os gravíssimos para outro.
Versitos tão lindos a rimarem na perfeição.
Uma confusão que soa bem, nas ofuscações da vaidade.

A honestidade límpida do silêncio.
O diamante de sabedoria,
não há nada a dizer, quando não temos nada a dizer,

e não o vemos.

O SARRABISCO DO BOM PATIFE



O mundo está cheio de bons patifes.

E não é preciso sair deste jardim à beira-mar plantado que se chama Portugal, para os encontrar. Vemos-los todos os dias até como génios comentadores.

É que o bom patife ou mau patife, que para além de ser  um modo de dizer, também é um modo de se ser e de se estar na vida, na pele de qualquer bom patife.

Eles estão por todo o lado. E é nos sítios cerimoniais, de pompa e circunstância, que mais facilmente são vistos e vistosos de colarinho branco ou de outra cor, mas todos bem engomados.
Presentemente, alguns já se disfarçam e se apresentam mais desportivamente e até de mangas arregaçadas (como quem anda a trabalhar) de telemóvel sempre encostado à orelha, mesmo desligado.(!?)
E agora é que é!
É vê-los de todas as cores, pelas ruas, mercados e romarias, distribuindo propaganda. A cabeça, ou cabeças de lista, esses nunca o largam nem o desencostam da orelha. Por vezes trocam de orelha mas o telemóvel é o mesmo, enquanto vão falando com o telemóvel desligado.
Fazem do povo parvinho!
É um faz de conta que estão sempre em comunicação.
Até ao dia um de Outubro e mais uns pozinhos à frente, não perca a oportunidade de se rir e se divertir desses que o querem enganar.
Não deixe de estar atento e de observar esses faz de conta, de telemóvel desligado sempre colado à orelha dos candidatos e recandidatos e dos seus seguidores auxiliares.
É por aí, nessas digressões de campanha, que se encontram muitos bons e maus patifes que surgem de quatro em quatro anos, a cumprimentar, a abraçar e a beijar só para a fotografia; os mais pobres, os mais carentes e os mais necessitados, como se fossem candidatos de “Calcutá”.
Muitos, detendo poderes de intervenção e de decisão, junto da população que os pariu por eleições anteriores, tornaram-se bons patifes profissionais, recandidatos aos mesmos patamares ou superiores, onde se agarram com unhas e dentes, até que a morte nos livres deles.
Bem aposentados e melhor remunerados, os bons patifes ou maus patifes, que também são democratas, somam à pensão, outros vencimentos, mordomias e outras negociatas bem rentáveis, graças à sua posição nos tais patamares superiores. (Se assim não fosse, não haveria corrupção!)
E tudo isso em troca da sua assinatura a que dão o nome de rubrica, mas que não deixa de ser um sarrabisco que nem eles entendem.
Contos de José Faria



Se a justiça é cega

Numa cidade do interior do país, uma criança de sete anos terá caído da varanda de um terceiro andar para a rua, tendo morte quase imediata.
Entretanto, as autoridades policiais estão a inteirar-se do ocorrido, para saberem se estava sozinha em casa. Se sim, há que acusar de abandono por quem dela cuidava, para assim criminalizarem quem deixou o menino entregue à sua má sorte.
Parece-nos que a ausência parental se deveu ao facto de estarem a trabalhar.
Todavia, prestem bem a atenção: no fatídico caso havido num aldeamento da Praia da Luz, os pais que abandonaram os filhos de tenra idade, perdendo a filha mais velha, nunca foram incriminados por tão criminoso abandono.
Se a Justiça é cega para julgar todos do mesmo modo, os homens que a gerem e a aplicam, muitíssimas das vezes, isso não o fazem.

José Amaral

Lançamento poético

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Amigos, mais uma vez fui convidado a participar com um poema inédito para fazer parte da ANTOLOGIA DE POESIA CONTEMPORÂNEA de 2017- Entre o Sono e o Sonho.
E assim aconteceu, 'Entre o Sono e o Sonho' a obra nasceu.
JA

domingo, 24 de setembro de 2017

MORREU NÃO UM BISPO, MAS UM HOMEM DE UM GRANDE CARÁCTER, FRONTALIDADE E DEFENSOR DOS MAIS NECESSITADOS


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No início da tarde de hoje dia 24 de Setembro, fui supreendido com a triste notícia da morte de D. Manuel da Silva Martins, que foi um Bispo católico português, 1.º bispo da Diocese de Setúbal, que governou entre 1975 a 1998, e,de que foi bispo emérito. Nasceu a 20 de Janeiro de 1927 em Leça do Balio e contava 90 anos de idade. Nesse período em que este à frente da Diocese de Setúbal, chegou a ser conhecido por “bispo vermelho”, e, que durante a gravíssima crise política que Portugal, atravessava nesse período, fez grandes denúncias, pelas graves situações de pobreza e de fome, que assolou aquela população. Morreu, não só um representante da igreja católica portuguesa, como um HOMEM, de um grande carácter e de uma enorme nobreza de bondade e acima de tudo de frontalidade..Morreu, nõa so o Bispo, como  desaparece do mundo dos vivos o defensor,, sem tábus e perconceitos, mas da palvara, verdade e bondade e od defensor dos mais necessitados. Para mim, desaparece uma Grnade figura, que sempre admirei e que ficará sempre no meu pensamento e coração.
PAZ À SUA ALMA...

MÁRIO DA SILVA JESUS 


Tapete de sal e flores

As linhas paralelas do tapete de sal e flores, acompanhadas pelas linhas da ciclovia, do parapeito do passeio e do horizonte no mar, na romaria/festa de Nossa Senhora da Ajuda, em Espinho.

Os pecadilhos das campanhas eleitorais

As campanhas eleitorais têm virtudes, improdutiva despesa pública e muitas promessas delirantes.
As virtudes – se assim lhes possam chamar – são o desmascarar dos pôdres, que os políticos zurzem uns aos outros, descobrindo-se, assim, a carapuça, que cada um tem, quando, afinal, todos eles têm frágeis telhados de vidro, mas dizem-nos que é o custo da democracia, que temos de pagar e engolir em seco.
Sobre a improdutiva despesa pública, muitas das vezes, é como dar ‘pérolas a porcos’, pois gasta-se desnecessariamente dinheiro com autêntica literatura de cordel e música pimba, com brindes de igual jaez de permeio.
Acerca das muitas promessas delirantes, o caso não é menos grave, pois até parece que muitos políticos não viveram no país há dezenas de anos, para fazerem tais descabidas promessas, que nunca foram ou serão cumpridas, por inoperância, incompetência ou estupidez colectiva.
Todavia, muitas dessas promessas são tão delirantes, que se assemelham como dar vista a quem é cego.

José Amaral


FOGO DA ALEGRIA E DA DESGRAÇA



O incêndio de grandes proporções continua devastador a lavrar toda a serrania, As labaredas, numa correria louca, seguem serra acima imparáveis nos braços de um vento assustador, e o negro e fumegante da terra queimada vai aumentando à sua passagem.
Alimentando-se da vegetação rasteira, as labaredas trepam às copas de eucaliptos transformando-os em archotes gigantes.

A poucos quilómetros deste inferno, a aldeia está em festa religiosa e profana em honra da santinha padroeira da terra e da gente.
Duas bandas de música continuam a tocar e a percorrer festivamente as principais ruas da aldeia.
O incêndio de grandes proporções continuava imparável a alimentar-se da serra enquanto no céu da população, um outro fogo, festivo, de 21 morteiros, estremece com as casas dos aldeões. Seguiram-se as badaladas do sino a chamar o povo para a Eucaristia.
Os bombeiros, exaustos, continuavam na serra a combater um fogo enorme que não lhes dá tréguas. À cautela, muitos populares tentam impedir o avanço de chamas mais pequenas próximo das suas habitações. Outros, com mangueiras e baldes continuam a molhar as suas casas de cima a baixo, impedindo que as faúlhas voadoras e incandescentes lhes pegue fogo.
Ouvem-se as sirenes dos carros dos bombeiros de um lado para o outro, aflitas. Vão e vem do monte em chamas. Mais água, mais uma dúzia de homens da paz em correria…

Mais uma dúzia de foguetes rebenta no céu a lembrar a romaria à Senhora Santinha Padroeira.
À noite, vai haver fogo-de-artifício… se o incêndio não chegar primeiro.
José Faria


A 24 de Setembro de 1834-Morte de D. Pedro, primeiro Imperador do Brasil e vigésimo oitavo rei de Portuga

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A 24 de Setembro de 1834, morre, no Palácio Nacional de Queluz, Sintra, Dom Pedro (I & IV), de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim e Bragança e Bourbon, apelidado de “o Libertador” e “o Rei Soldado”, que viria a ser o primeiro Imperador do Brasil, como D. Pedro I de 1822 até sua abdicação em 1831, e também Rei de Portugal e Algarves, como Dom Pedro IV entre Março e Maio de 1826, e, ainda, o 28º Rei de Portugal, como D. Pedro IV.
Nasceu a 12 de Outubro de 1798, no Palácio Nacional de Queluz, Sintra.


sábado, 23 de setembro de 2017

Referendo pelo Sim ou Não

O governo central de Espanha, de forma musculada, luta para não haver Referendo na Catalunha, sobre o Sim ou Não à independência desta região. Com a justiça abordam a situação da pior forma. Não se pode tapar a boca a milhões de catalães que querem expressar nas urnas o seu dever de cidadania. Esta prática enviesada de democracia do poder central, engrossa a fileira dos simpatizantes do Referendo. A impetuosidade irreflectida de Madrid, aliada aos tribunais, é negativa para a Península Ibérica. A ONU e a UE, neste sensível assunto, primam pelo silêncio ensurdecedor, incompreensivelmente. Mariano Rajoy, chefe do governo, fez tudo para enfrentar os apoiantes do Referendo, não praticando diplomacia e diálogo. Ao invés, prendeu vários políticos catalães. Faltou fazer política, na procura de harmonia, compromisso e equilíbrio.
A feitura do Referendo não é sinónimo de independência, veja-se o caso da Escócia que o fez e
prevaleceu o Não, mantendo-se no Reino Unido. Então, qual o porquê de se estar repressivamente contra o Referendo? Constata-se que há um largo apoio do povo catalão ao seu Executivo, para que haja uma ampla consulta popular e democrática.
A pulsão independentista catalã já vem de longe e abordar esta situação pela força, desafio e agressividade é má conselheira, desvinculando-se da democracia que Rajoy diz defender. Dêm voz ao povo, este ‘é soberano’, como dizem Mariano Rajoy e Cia… quando convém.

             Vítor Colaço Santos


PÚBLICO 23.09.2017




Trump



Como seria de esperar, o primeiro discurso do actual Presidente dos EUA na ONU correspondeu ao que o mesmo tem dito desde que os americanos o elegeram seu Presidente, democraticamente.

Hitler em 1933, apesar de nascido na Áustria, também foi eleito democraticamente, pelos alemães na Alemanha, e deu no que deu.

Claro que, apesar de tudo, este americano não chega aos pés dos horrores do austríaco à frente dos destinos da Alemanha, entre 1933 e 1945, mas os EUA ainda hoje são a maior potência mundial.

Um discurso nacionalista, a roçar a xenofobia, e a criar mais divisões mundiais do que as que já tanto nos preocupam, ameaçando fazer implodir a Coreia do Norte e lutar contra o Irão, como se fosse o dono do mundo.

 E depois para se fechar com fronteiras nos seus EUA.

Isto é a actual política dos EUA. António Guterres, como secretário-geral da ONU, soube responder-lhe muito educadamente, mas o senhor dos EUA por vezes parece surdo.

Hoje, não é só a America first que está na moda, temos Britain first com o “Brexit”, a Venezuela com saudades do Chavismo bolivariano, a Federação Russa com nostalgias do tempo dos czares, a Turquia a querer ser o que já foi e não é agora.

 E estamos num tempo global em que a pior parte da natureza humana animalesca está à alastrar-se por todo o lado, tudo pela irracionalidade, pelo isolamento, pela força bruta uns contra os outros.

Augusto Küttner de Magalhães, Porto

A 23 de Setembro de 1939-Morre Sigmund Freud



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A 23 de Setembro de 1939, morre, em Hampstead, Reino Unido, Sigismund Schlomo Freud, mais conhecido como Sigmund Freud, foi um médico neurologista criador da psicanálise e psiquiatra austríaco. Freud nasceu em uma família judaica, em Freiberg in Mahren, na época pertencente ao Império Austríaco.
Nasceu a 6 de Maio de 1856, em Příbor, República Checa, mas de nacionalidade Austríaco.

PASSIVIDADE PERTURBADORA



Pode pensar-se o que se quiser sobre o regime da Coreia do Norte e do seu líder. Mas também se deve pensar quem é que tem o direito de o alterar ou de o substituir, e com que intenções…
Depois de manobras militares ameaçadoras e provocatórias junto das suas fronteiras, depois da ameaça de construção de um escudo anti-míssil, depois de sanções e mais sanções, chega-se ao ponto de se ameaçar destruir todo o país ( e quem faz tal ameaça, tem poderes para isso).
Nunca as palavras da poeta tiveram tanta atualidade: Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar.
Mas a perspetiva da maior e mais terrível guerra (maior e mais terrível, porque pode incluir um confronto nuclear), não se fica apenas por aqui. Ou seja, com a Coreia do Norte. Os falcões de Israel ( outra potência nuclear) e da Arábia Saudita, em plena Assembleia da ONU, fazendo coro com Trump, reclamam destruir o acordo com o Irão, e ameaçam também este país.
Portanto, tão preocupante, como estas terríveis e apocalípticas ameaças, é a passividade com que a comunidade internacional, a elas reage. Ou melhor, não reage!
No século passado, tivemos duas guerras mundiais. Perante a 3ª ,se se concretizar, não passarão de meras escaramuças. Mas já tivemos uma amostra em Hiroshima e Nagasaki…
Francisco Ramalho
Corroios, 22 de Setembro de 2017


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Guerra nuclear no horizonte?

Nas Nações Unidas, perante quase duzentos países, nunca um presidente dos EUA tinha proferido um discurso tão violento e belicista como fez Donald Trump. E também desde a Guerra Fria. A linguagem feroz usada: « A Coreia do Norte deve ser totalmente destruída»!, é quase tão censurável e errática, quanto o insano e criminoso líder norte-coreano, que lança misseis, como pedras ''arremessadas por fisgas''(!). As frases incendiárias lançadas por Trump não pré-figuram tempos de progresso. Ao invés, urge bom senso (que Trump não tem), adoptando-se estratégias político diplomáticas, já! Esta espiral de violências pode resultar num cenário jamais sentido, de muitos
milhões de mortos!
É revelador que Israel, possuidor de bombas nucleares (não lhe acontece nada...) e tendo negado o Tratado de Não Proliferação Nuclear, pela voz do chefe do seu governo, tenha aplaudido a agressiva retórica trumpista. Trump gastará para reforço militar - 700 mil milhões de dólares! Que desperdício.
Na ONU, durante a sua oratória, nem uma palavra sobre as atrocidades e limpeza étnica cometidas ao martirizado povo rohingya da Birmânia, nem acerca das alterações climáticas, que nega. Contudo, abateram-se tempestades sobre os EUA, provocando catástrofes.
Em contraponto, o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, fez um discurso clarividente. (Como português senti emoção, orgulho e gratidão pelas palavras apropriadas do nosso compatriota Guterres). Pediu pontes diplomáticas e uma solução política que promova a paz. Oxalá tenha eco!


                                                    Vítor Colaço Santos


Público - 22.09.2017

Trumpwar



Trumpwar

21 SET 2017 / 22:17 H.






    O chefe beligerante do país mais belicista do planeta, fale aonde falar, desde a Casa Branca até à Assembleia-Geral das Nações Unidas(!), não cuida de se comportar como um homenzinho, e teima só em manter o visual de “rapaz de cabelo loiro e madeixa ao vento”. Fala e outros escutam ou fazem que o ouvem, por uma questão de cortesia ou de submissão. Sabem todos qual o momento de bater palmas, mesmo sem grande entusiasmo, mal o discurso acaba. Os mesmos, sabem que da boca do líder yanque, que ocupa a polémica Sala Oval, aquela que ficou conhecida pelos suspiros que por lá tiveram lugar, não saem palavras de amor mas apenas de ódio. O mais poderoso governante do mundo, ameaça com ferro e fogo, a metade que lhe não obedece ou se recusa a prestar vassalagem. Se a Coreia do Norte, não estivesse equipada e a abastecer-se de armas ameaçadoras, eficazes e letais como as que tem vindo a constituir o seu arsenal nuclear, já tinha sido invadida e alvo de bombardeamentos cegos, por parte do truculento rapaz da madeixa loira, que envia pelo ar, pelo twitter, e pelos microfones que lhe são postos à disposição pelos seus serventes europeus. Só a firme vontade de um povo sacrificado talvez, sem luxos nem vistos gold com certeza, e a sua aposta em trabalhar para dar resposta às ameaças de que são alvo, pelo país, que mais armas possui e mais mortíferas e ameaçadoras dos povos que resistem ao seu “quero, posso, e mando” , e que ninguém ousa pôr em causa, como se a tal país coubesse herança divina para que só eles as possuam, é que faz com que a Coreia do Norte e o seu questionável, mal aceite, chefe, de um povo detentor de uma cultura própria, e não assente na coboiada do faroeste, é que lhes permite fazer com que os yanques recuem, metam a viola no saco, e o rabo entre as pernas, logo a seguir à última ameaça lançada, para assustar outros, como a pobre e indefesa Venezuela, ali tão à mão. E se um é o Rocket Man, o americano do norte é o Touro Enraivecido, armado em dono disto tudo. Os EUA, é destes frágeis países soberanos, que adora fazer ajoelhar, para de imediato dizer ao mundo do seu poderio bélico, e cantar vitória, o que é raro, pois a história nos diz que levam no pêlo por todo o lado aonde metem bedelho. Eles gostam de nacionalismo e de patriotismos. Por isso mesmo é que andam sempre a enterrar os seus soldados, e civis inocentes, e com a mão no peito a ver subir a bandeira até ao céu, cheia de estrelinhas, por entre linhas coloridas. Nunca mais aprendem e ninguém tem coragem para os chamar à razão. São assim os imperialistas que só pensam na sua liberdade. São assim os lacaios que se dão bem a viver em subjugação. E são estes que enchem a boca com a palavra, Liberdade e Democracia!
    *-(hoje no DN.madª)

    Praxes académicas

    Caros académicos, sabem o que dizer praxe? Quer dizer regulamento de boas práticas; conjunto de regras ou fórmulas para cerimónias conducentes a uma boa sociedade; o que se pratica habitualmente dentro de normas civilizadas.
    Portanto, não vale a pena dizer mais, porque vós sois ou vireis a ser a espuma de todo o saber adquirido ao mais alto nível do Ensino.
    Mas será o que incutis em tais práticas académicas? Pelos vistos qualquer arruaceiro não faria pior, pelo que ´mais valia sustentar porcos a pão-de-ló’ do que gastar-se rios de dinheiro convosco.
    Não estais de acordo? Então, sou eu que sou uma ‘besta’, cheio de ‘arreios e ferraduras’, ou um ‘ser irracional’?
    Vede bem o que diria Miguel Torga, quando os ‘Bichos’, para vós, são os caloiros.

    José Amaral


    MANIFESTO DO ARTISTA REVOLUCIONÁRIO E CRIADOR

    O artista tem que ser revolucionário, interventivo, não pode ser o versejador da corte. A arte tem que provocar o pensamento, o espanto, a acção. Não faz sentido uma arte meramente reprodutora, recreativa, de entretenimento. O artista, o poeta tem de provocar, de dar a cara, de contestar a sociedade burguesa a toda a hora. Cabe-lhe transformar o mundo ou contribuir para a sua transformação. Por isso deve ser o criador de Nietzsche, aquele que faz da vida um experimento permanente, aquele que se passeia na corda-bamba do devir, aquele que canta e dança. Porque a arte é embriaguez e é dionisíaca, apela à hybris e à desmesura por oposição à castração, à poupança, à economia. Daí que o artista seja também um incendiário, aquele que insulta os deuses, os poderes e o dinheiro. Nesta época de caos o artista deve agudizar o caos para um dia chegarmos ao paraíso, à harmonia. O artista deve intervir sempre na polis, na vida pública. O artista é o Criador.

    quinta-feira, 21 de setembro de 2017

    A Catalunha não quer mais a unha espanhola

    A Catalunha quer ser mais uma nação ibérica; não quer mais ter cravada em si a unha espanhola.
    Portanto, se os catalães, livremente, quiserem a independência à autonomia, o rei Felipe que reúna as cortes e lhes outorgue a devida alforria.

    nota: texto publicado pelo DESTAK de 22/9

    José Amaral


    Linhas direitas

    Nas ‘linhas direitas’ em ‘publicidade enganosa’, no JN de 21/9, o demagogo Nuno Melo entorta tudo de modo a impingir-nos o que julga ser aquilo que pensa que é, a fim de tirar dividendos políticos para a sua ‘carripana tutuque’, que foi conduzida por Passos, Portas e Cristas, um trio do ‘bota abaixo’ nos legítimos anseios da grande maioria dos portugueses, mormente os mais desfavorecidos.
    Como ‘águas passadas não movem moinhos’ nem dão votos, melhor seria que o ultra rançoso deputado europeu fosse carpir mágoas para bem longe de nós, de onde não se lhe ouvisse tão torpes insinuações.

    José Amaral

    A 21 de Setembro de 1761-- É morto, na fogueira, o padre jesuíta Malagrida



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    A 21 de Setembro de 1761, é morto, na fogueira, durante um Auto-de-fé no Rossio, a praça mais importante de Lisboa, o padre jesuíta italiano Gabriel Malagrida, nascido Gabriele Malagrita, Tendo sido missionário no Brasil e pregador em Lisboa, veio a ser condenado como herege no âmbito do Processo dos Távora.
    Nasceu a 5 de Dezembro de 1689, em Menaggio, Milão.


    quarta-feira, 20 de setembro de 2017



    Ser médico






    Viver, só por viver, é quase nada!
    É passar, sem dar passos, nesta vida!
    É não sentir a fresca madrugada!
    É nunca ser memória, por esquecida!


    Há humanos que marcam sua estrada
    Em gestos de labor, curando a f’rida
    De outros, que na hora indesejada,
    Tiveram que ao tormento dar guarida!


    Médico é ser mais qu’ outro qualquer!
    É viver em missão de amor presente!
    É ser maior na própria humanidade!


    É um destino, e não o tem quem quer!
    A sua rota só a Deus pertence!
    Sua grandeza está na humildade!


             Joaquim Carreira Tapadinhas  -  Montijo